Guardei as lágrimas numa garrafa.
Um dia vou regar uma flor com elas.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Futilidades e sentimentos
Por vezes naqueles raros momentos , nos quais estou completamente sozinha, dou por mim a pensar nas encruzilhadas da minha vida.
Estar na estação Santa Apolónia fez-me pensar nas vezes que isto acontecia após estar contigo. Por aqui os bancos são os mesmos, os pombos pouco mudaram,o sol incide em mim da mesma forma, a correria de pessoas, a esta hora, está estagnada, e se houve algo que mudou neste ambiente fui eu.
Nada sabe ao mesmo sem ti e, o sorriso já nem sempre se propicia, quando a tua imagem me invade o pensamento.
Pensar que já foste a razão dos meus sorrisos e que agora te tornaste na razão dos meus devaneios, é coisa que pode parecer triste aos olhos de alguns, e até de mim, mas para ti foi apenas uma consequência duma história, que agora, já nada influência a tua vida.
Dei por mim aquando perdida nestas futilidades a observar um pombo, animal que considero absolutamente repugnante, mas no qual consigo observar meros laivos de coragem, vi-o a lutar com dois pombos por um pequeno pedaço de pão, saiu vitorioso e afastou-se mas quando já estava num outro canto da estação um pombo(a ironia) que até era aleijado, roubou-lhe o que lhe restava.
Pode parecer estranho mas para mim isto foi uma das ironias da vida, tal como perder-te foi.
O problema de alguém que tal como eu, antes de ti, já tinha sofrido muito por alguém é que depois quando encontra alguém, que os ame a sério, não se consegue entregar é que depois quando finalmente o faz o outro já está tão farto de esperar pela mesma atenção que nos propícia e de lutar por nos que acaba por desistir.
E, claro, como a vida é um ciclo vicioso, acabamos novamente a sofrer por amor.
Agora eu, apesar de já não te ter, sei que te amava e ainda amo, e que dava tudo por ti e para te ter de volta.
Mas também já sei enfrentar o facto de não te ter mais para mim e de tu estares com outra pessoa, e apesar de isso me partir o coração, sei que fiz asneira na altura certa e, de facto, só te dei o verdadeiro valor quando te perdi.
A vida para ti continuou e a minha, bem essa, está a continuar.
domingo, 10 de outubro de 2010
pensamentos
Deitada na cama, recordo-me de ti.
Sinto o teu toque na minha pele,
Os teus lábios nos meus,
Todo o teu amor perto de mim,
Algo toca e eu alheio.me,
Fico desperta,
Nada passava de um sonho,
Quero-te de volta,
Por favor volta.
Sinto o teu toque na minha pele,
Os teus lábios nos meus,
Todo o teu amor perto de mim,
Algo toca e eu alheio.me,
Fico desperta,
Nada passava de um sonho,
Quero-te de volta,
Por favor volta.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
o tempo
O tempo, algo imprevisível, ele passa e tudo muda,
olho os teus olhos e vejo neles as sombras das memórias do nosso amor,
pergunto ao tempo porque não parou,
a resposta é a pior de todas, silêncio.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A Ausência da Essência
Tinha medo, superei-me, por fim entreguei-me.
Querias tudo, tentei dar-te tudo.
Querias o que podias e o que não devias ter, mesmo assim, tiveste-o.
A única coisa que sempre te pedi foi que nunca me tirasses o sorriso.
Ele era a minha essência.
Disseste que não o farias.
No final de tudo até isso acabaste por tirar, e agora o que resta para dar?
Querias tudo, tentei dar-te tudo.
Querias o que podias e o que não devias ter, mesmo assim, tiveste-o.
A única coisa que sempre te pedi foi que nunca me tirasses o sorriso.
Ele era a minha essência.
Disseste que não o farias.
No final de tudo até isso acabaste por tirar, e agora o que resta para dar?
Vento
O vento puxou-me para longe da tua doce voz,
sei que não devo, mas luto para que não me afaste de ti,
a rajada fica cada vez mais forte,
por fim o meu corpo desiste de lutar,
deixo-me levar,
e quando, algures, a minha esquecida mente tenta fugir de novo para junto de ti,
o vento mostra-lhe as palavras, que por fim a fizeram desistir de ti.
Coração.
Pára!
Já te disse para parares!
Que fazes?! Estás louca?!
Estás-me a magoar!
Mas porquê?! Tu disseste que não me ias magoar, se o guardasses só para ti!
Agora doi, devolve-o! Quero que mo devolvas!
Deixa-me dá-lo a quem o respeite mais que tu!
O nevoeiro.
São oito da noite, lá fora paira uma bruma escura, mas, sinceramente, para mim tudo se assemelha ao mesmo desde que tu partiste.
Corro em direcção a nada, para qualquer lado que me vire este nevoeiro abraça-me, recordando-me de ti.
Nas suas sombras, avisto-te, corro mas tu afastas-te e riste-te como se um jogo da apanhada se tratasse.
Eu chamo-te e a cada risada tua, ganho forças para correr cada vez mais.
Deparo-me num beco sem saída, há minha frente está um grande muro, ouço a tua risada, e escalo-o tão depressa que se poderia pensar que eu não era mais que ar.
O muro cresce e eu, por fim, alcanço o topo e volto a chamar-te, cada vez mais alto, até o ar dos meus pulmões se esvaziar.
Ofegante, paro, e só escuto as tuas risadas cada vez mais apagadas.
Atiro-me do muro, em direcção ao abismo, certa de que me irias resgatar, mas nada, começo de novo a minha busca de ti.
As tuas gargalhadas são substituídas pelo vazio, olho em redor e dou por mim sozinha e a chorar.
Vejo-te de novo, corro para o teu abraço já tão moldado para mim, tu agarras-me e dizes que está tudo bem, que vamos ficar assim para sempre.
Os teus lábios encontram os meus, e sussurras amo-te junto da minha orelha, em seguida, desapareces, desta vez para nunca mais te encontrar.
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